Boa noite, meu povo!!!
Meus queridos, eu compartilhei com vocês, um trecho de um dos meus filmes prediletos: "Ai que vida", do Cícero Filho; filme nordestino, produzido, creio eu, com um modestíssimo orçamento; mas em roteiro e na qualidade ( em se comparando com outros de mesmo orçamento ou mais ),não deve nada a eles. Outro aspecto que devo ressaltar, é a força de vontade de todos os que participaram da película. Fiquei emocionada. Foi um trabalho de mutirão ( pelo menos foi a leitura que eu tive ); uniu profissionais e amadores ( talvez hoje alguns não sejam mais ). Quando eu assisti o "Ai que vida" pela primeira vez ( acho que em 2008; sugestão da minha prima ), estava recuperando - me de uma intervenção cirúrgica. Segurei - me para não quebrar os pontos da cirurgia, de tanto rir. Esse filme é a prova de que com boa vontade, uma boa ideia e um trabalho de grupo, mesmo com um orçamento pra lá de modesto, pode - se fazer um bom produto; pode - se utilizar a arte ( no caso a sétima ), para divertir e ao mesmo tempo, conscientizar. Não foi a mal que eu citei o "Mestre Glauber". Durante toda sua trajetória, ele sempre quis provar e demonstrar que podia - se ( e pode - se ) fazer um produto modesto e ao mesmo tempo "bom". Sabe a sua célebre frase ou pelo menos que ele citava e ficou célebre: "uma câmera na mão; uma ideia na cabeça"?! Pois é; ela aplica - se em boa parte das vezes em nosso país e em muitos, que não tem uma indústria cinematográfica tão evoluída quanto a americana. Uma boa ideia, muitas vezes, sobressai - se ao valor do investimento da obra.Já vimos alguns exemplos de filmes com orçamento astronômico, que devido a sua deficiência no roteiro, resultaram - se em fracassos retumbantes. Por isso, que em matéria de cinema e até em toda forma de arte em geral, eu vou meio contra à maré; gosto dos produtos crus; artesanais. Aprendi com o inesquecível Glauber e seus discípulos, a gostar de ver a cara genuína de nosso povo; quando sinto tal sensação, parece que estou na minha rua; assistindo a história passar - se comigo ou com um conhecido.Funciona assim. A princípio, eu selecionei outro trecho do filme: o 7 - maguy neto. Mas preferi excluí - lo para não causar nenhum embaraço ( entenda - se "colocar mais lenha na fogueira", do nosso já tão esquentado pleito eleitoral ). Mas o trecho está lá; no You Tube. Sugestão da Manizinha: assista - o. Ah, tem o filme completo, se você disponibilizar de um tempinho. É diversão e conscientização garantidas. E é realidade; por mais delicada que seja, tem que ser mostrada. Principalmente, neste período.
Cícero, parabéns!Adorei o seu trabalho. Eu acho que você não se incomoda se eu compartilha - lo com alguns internautas que ainda não tiveram acesso a ele, não é?! Eu tenho certeza que ele gostarão tanto quanto eu; e de quebra, vou arrumar mais uma ruma de fãs para você.
Espero que você já tenha produzido obras iguais ou tão legais após o "Ai que vida". Muita merda!
E beijos, pessoal! Vou cuidar da casa!
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