Bom dia, pessoal!!!
Tempo chuvoso em João Pessoa. Há dois dias. Mas o frio ainda não chegou de forma intensa.
Vou começar a minha habitual conversa com vocês, abordando um assunto triste: é sobre mais uma baixa no Censo 2010.A baixa de mais uma Maria; uma Maria que lutava como qualquer uma de nós, nem digo na República Federativa do Brasil, e sim, nesse "Mundão de meu Deus".
Essa Maria deveria morar em Mangabeira, trabalhava no bairro e seguia para o seu local de trabalho em uma instituição educacional da localidade. Seguia. Mas foi interceptada pelo ex - companheiro ( que dizia e vai dizer que a amava. Discurso clássico ), que descarregou todas as balas de seu revólver, na "mulher amada."
Essa Maria, deve ter dado - lhe frutos desse amor e deve ter o amado como digna esposa enquanto o relacionamento durou. Se não o fez, esse cidadão com certeza, não sabia ou esqueceu - se do artigo; lei informal que protege -nos "em uma mulher, não se bate nem com uma flor."
É óbvio, que eu como mulher e cidadã e você, meu querido, homem de bem, cidadão, a generalizamos para todos nós. É uma pena que alguns não o façam; que aumentem o número da estatística de casos de violência em nosso País.
Isso é resultante de um costume; educação arcaica e milenar que nos designa como um objeto; propriedade para eles. É como se nós fossemos condenadas perante à sociedade e a algumas instituições, a sermos submissas; a suportar infidelidades; ofensas morais e físicas em nome de um relacionamento oficializado pelas mesmas, que às vezes não dá certo.E quando infelizmente não dá certo, o melhor, em nome do respeito mútuo, da história e dos filhos, é concluir dignamente esse ciclo; atingir um outro estágio de um relacionamento entre duas pessoas adultas.O de amigos, pais e colegas eternos. Se necessário for, em caso de mágoa, deem um tempo, um ao outro, para que a mesma, pelo menos abrande. Não inclua os filhos no seu infortúnio amoroso. Poupe - os o máximo. Pois são os que mais sofrem. Quem está postando esse recado, é uma filha de pais separados. E eu sofri muito com o rompimento deles na minha infância. Eu e minha irmã. Principalmente porque o rompimento se deu em meio às tais mágoas e acusações de ambos os lados. E eles, por despreparo, as compartilharam conosco.
Eu sempre sugestiono aos enamorados que amem - se e edifiquem esse mundo tão conturbado. E continuo sempre o fazendo e acrescento: feliz da Maria que tem um príncipe todo dia! Feliz desse príncipe que a ama dignamente e a respeita todos os dias. Vivam todos os estágios de um relacionamento humano; de seres vivos, pois somos animais.Os mais desenvolvidos da cadeia, segundo os livros de ciência, biologia e até a nossa Bíblia.Mas eu atrevo - me a divergir em ocasiões como essa, ocorrida em Mangabeira, no dia de ontem.
Em todo caso, ouso a dirigir - me ao Prefeito da nossa Capital, João Pessoa, ao Governador Ricardo Coutinho a as respeitosas Marias que compõem as respectivas administrações ,que façam um levantamento das Associações de Moradores de Bairro daqui da capital e interior. Prefeito Luciano Agra, a daqui do Jardim Planalto, se eu não engano - me está fechada há um bom tempo. Entre em contato com as nossas lideranças comunitárias independente que seja da situação ou oposição. Reabra a nossa Associação. Monte um biblioteca pública, estação digital, cursos. Muitos desses crimes às vezes ( às vezes ), são cometidos por homens ( e mulheres ) que não tem o hábito de ler; ou às vezes, não tem o devido acesso a leitura.Vou fechar o meu post ( pois tenho que cuidar da minha casa ), com o poema clássico do inesquecível poetinha Vinicius de Morais:
Soneto da Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê - lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
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