Voltei e como sempre, terei que apressar - me.
Estou em dívida com vocês, né?! Sei, os filmes. Vou tentar falar o que eu puder:
Vou começar por "Pixote, A Lei do Mais Fraco": poderia começar a minha explanação com o "quiz": qual a semelhança entre "Pixote" e "Central do Brasil"? Essa eu respondo. Os atores principais. Duas crianças de origem humilde e descobertas pelos produtores dos filmes. No caso de "Central do Brasil", foi o diretor Wálter Salles que descobriu o garoto Vinícius de Oliveira, se não engano - me, no aeroporto. Após as estreias e as trajetórias que ambos os filmes trilharam, as vidas desses garotos mudaram. E seguiram caminhos diferentes. O Vinícius investiu na carreira de ator, se não engano ( uma das últimas notícias que tive sobre ele ), entrou para faculdade de cinema. Pelo tempo que eu li a notícia, acho que já está perto de conclui - la.
Fernando Ramos da Silva - tinha tudo para seguir o caminho do Vinícius; colher os louros do Vínicius. Mas a vida ou ele, não estava a fim de desviar - se de um caminho sem volta ou o chamado "descaminho". Dizem que a vida imita a arte, não é mesmo? Seria tão bom que o Fernando aproveitasse o tudo de bom que ela tinha para oferecer - lhe! Quem sabe, ele não estaria aqui para contar a sua história e não ter uma boa página de serviços prestados à Arte?
Há mais uma outra coincidência entre "Pixote - A Lei do Mais Fraco" e "Central do Brasil"; mas essa Mani não conta. Mani agora baixou a Maria de Fátima, bebê!
Se você fosse analisar as situações nas quais os atores mirins foram expostos em nome da "Arte" ou de contar uma história que infelizmente não é um conto de fadas nas telonas ( e olha, que infelizmente, uma das funções da Arte, é justamente a de denunciar; fazer a crítica social de um determinado momento em que está passando o lugar onde a obra é de origem ), "Pixote - A Lei do Mais Fraco", mostrou; abordou ou expôs os atores mirins a uma situação mais tensa; barra pesada do que "Amor Estranho Amor". Talvez a reação da opinião pública em relação à "Amor Estranho Amor", tenha sido em função do contexto da cena; talvez boa parte da opinião pública da época ( não surpreendo - me que a mesma reação acontecesse agora. Principalmente, com as leis que regulamentam a participação de menores em toda sorte de obras artísticas ), tenha achado uma apelação expor uma criança a uma cena daquelas ( mesmo sabendo que na vida real, ela não era fictícia; não era apelativa. Infelizmente ). Principalmente em se tratando de um drama erótico ou pornochanchada. Talvez se o filme fosse uma crítica ou denúncia social como "Pixote", as críticas seriam menores.
O filme "Pixote - A Lei do Mais Fraco", a exemplo dos mais recentes, "Cidade de Deus", "Tropa de Elite", fez muito sucesso lá fora; lançou profissionais que foram premiados ( Marília Pera, Hector Babenco ), mas também, devido a realidade infeliz; crua, de nosso País, também gerou comentários críticos a forma como ela foi mostrada ( apesar de tanto tempo, lembro - me ). O pessoal lá fora fica assustado; impactado quando essas películas são divulgadas; mostradas. Vez ou outra não apenas leio algo ou algum comentário que vou proferir a seguir de pessoas lá de fora; muitas daqui que o fazem ou já fizeram:
"Mas será que só tem esse Brasil pra esse pessoal mostrar lá fora? Será que não temos coisas melhores para serem mostradas"?
Depois tem mais. Beijos!!!
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